Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro
Uma Loja Maçônica que perpetua o legado de generosidade e trabalho pelo bem da humanidade, sob os princípios eternos do Rito Escocês Antigo e Aceito.
A Maçonaria é uma escola de aperfeiçoamento moral e intelectual, que reúne homens livres e de bons costumes, unidos pelo sentimento de fraternidade.
O Maçom jamais será voluntariamente escravo da ignorância, da vaidade, da falsidade ou do erro. Defende a livre manifestação do pensamento, a democracia e a dignidade humana. No seio da Maçonaria, o valor moral é considerado um bem de inestimável preço.
Uma mulher de fé, generosidade e dedicação ao próximo, cujo nome e legado inspiram esta Loja.
Nascida em 3 de novembro de 1956, na cidade de Campos, Cláudia Maria Diz Zveiter iniciou sua trajetória acadêmica no Colégio Nossa Senhora das Graças. Mais tarde, mudou-se para Niterói, onde concluiu o antigo 1º Grau no Colégio Santa Bernadete e cursou o científico no Instituto Gay-Lussac.
Aprovada no vestibular para História na Universidade Santa Úrsula, cursou o primeiro ano, mas sua jornada seguiu outros caminhos. Após quatro anos de namoro, casou-se com Luiz Zveiter, e dessa união nasceram seus três filhos: Rafael, Flávio e Luisa.
Empreendedora, Cláudia montou uma indústria de confecções e, posteriormente, dedicou-se a uma Delicatesse. Optou, porém, por deixar essas atividades para se dedicar integralmente à educação dos filhos.
Em 1996, com os filhos adolescentes, decidiu retomar os estudos e foi aprovada no vestibular para História da Arte e Estilismo na Universidade Salgado de Oliveira. Por dois anos mergulhou novamente na vida acadêmica. Contudo, ao iniciar o 5º período, descobriu que estava com câncer e precisou interromper os estudos.
Cláudia dedicou sua vida a fazer o bem sem olhar a quem. Presidiu por duas vezes a ACOMI, braço filantrópico da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro. Sua dedicação ajudou a amenizar o sofrimento de inúmeras famílias maçônicas e daqueles que precisavam de apoio. Para ela não existiam diferenças: todos mereciam atenção e cuidado.
Cláudia Zveiter faleceu em 6 de setembro de 2000, no Hospital Samaritano. Seis meses após sua partida, um grupo de irmãos fundou, em sua homenagem, a Augusta e Respeitável Loja Maçônica Cláudia Maria Diz Zveiter N.º 147. Assim, seu nome e seu legado permanecerão eternamente vivos, perpetuando sua missão de trabalhar pelo bem da humanidade.
Como nasceu a A∴R∴L∴M∴ Cláudia Maria Diz Zveiter N.º 147
(Para Luiz Zveiter)
Foi o destino inspirado que nos reuniu ali, naquela hora. Um encontro marcado pela Providência Divina. Havíamos chegado cedo para a reunião de nossa Loja Maçônica José Navega Cretton N°28 (G∴L∴M∴E∴R∴J∴). Enquanto aguardávamos o início da sessão, nossa conversa se direcionou para a partida prematura de Cláudia Zveiter, chamada por Deus para se abrigar em Seu sopro por toda a eternidade.
Entre nós, o Ir∴ Cléber – que hoje também transita na espiritualidade – se emocionava com a profunda tristeza refletida nos corações de Cecília e dos IIr∴ Waldemar e Luiz Zveiter. Dos olhos de Cléber brotavam lágrimas temperadas, entretanto, pela certeza de todos: de Cláudia morrera somente o corpo físico. Sua presença etérea e a lembrança de sua grandeza estavam ali, na memória de todos.
De repente, compreendemos as razões maiores de termos chegado com antecedência para aquele encontro tão planejado, em que nos pusemos a reviver a pessoa querida que se fora. A ideia pairava sobre nossas cabeças, como um esperado bálsamo: “Vamos perpetuar o nome de Cláudia Zveiter em uma Loja Maçônica!”
No dia seguinte, partimos para a concretização da ideia magnífica. Em pouco tempo, como num toque de mágica, assistimos emocionados ao nascimento da Loja Cláudia Zveiter. O tempo se encarregou de torná-la grande, de manter seu brilho e de anunciar novas esperanças.
A lembrança dos IIr∴ Waldemar Zveiter e Luiz Zveiter sempre nos levará à recordação de Cláudia, eterna companheira de Luiz na missão suprema de viver a universalidade, de construir um lar e cultuar a harmonia da paz.
Ao Ir∴ Luiz Zveiter – cujo sofrimento pela perda de Cláudia não o impediu de cumprir seu destino de líder e de gestor público, agora investido na missão de Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro – lembramos as palavras de Shakespeare: “Tudo está bem, quando acaba bem.”
Para nossa reflexão conjunta, nos valemos destes versos de Rilke, em Elegia de Duíno:
“Os mortos precoces não precisam de nós, eles que se desabituam do terrestre, docemente, como de suave seio maternal. Mas nós, ávidos de grandes mistérios, nós que tantas vezes só através da dor atingimos a feliz transformação, sem eles, poderíamos ser? Eles que hoje nos trazem êxtase, consolo e amparo.”
Uma reflexão do Ir∴ Evaldo Vilela Santos Junior
Minha infância foi como a de qualquer outro menino suburbano. Corria pelas ruas do bairro, soltava pipa, pulava o muro do terreno vizinho para pegar carambolas e tentava, sem muito sucesso, não me meter em confusão. Além disso, cumpria com rigor as ordens da minha mãe, Dona Lourdes, pois, como meus pais trabalhavam, cabia a nós manter a casa limpa e em ordem. Entre outras responsabilidades, também levava meu irmão mais novo à escola.
No entanto, havia algo que sempre me intrigava e despertava minha curiosidade. Sempre que saía de casa, passava em frente à residência de um senhor idoso, pai da Kátia, de quem diziam ser maçom. Maçom! Afinal, o que isso significava?
Aquele senhor, de semblante sério e austero, parecia envolver-se numa aura de respeito e mistério. Nos finais de semana, especialmente à noite, recebia visitas de outros homens com perfis semelhantes ao seu. Nunca o vi envolvido em qualquer situação duvidosa, tampouco ouvi seu nome associado a algo errado.
No mês de setembro, quando chegava a época dos doces, sua casa se tornava um ponto disputado. Não apenas distribuíam guloseimas, mas também brinquedos, que eram entregues religiosamente às crianças do bairro. Além disso, algumas vezes, o via sair acompanhado de sua esposa, Dona Palmira, carregando sacolas repletas de roupas usadas, livros, brinquedos e até uma panela que exalava o aroma reconfortante de sopa quente. Certa vez, ouvi dizer que foram vistos alimentando crianças debaixo de uma ponte, lá pelos lados de Del Castilho.
Um dia, sem motivo aparente, tomei coragem e o cumprimentei:
— Bom dia, senhor Antônio.
Sua resposta foi serena e acolhedora:
— Bom dia para você também. Bons estudos. Observo que seus pais educam bem você e seus irmãos, exatamente como deve ser.
Naquele instante, o medo se desfez, dando lugar à admiração. Desde então, uma pergunta passou a ecoar em minha mente: Ser maçom é isso? É transmitir segurança e tranquilidade? É ser educado e atencioso? É praticar a caridade, estendendo a mão aos que pouco ou nada têm?
Se for assim, quando crescer, também quero ser maçom. E, desde então, em minhas orações, peço a Deus que me mantenha firme nesse caminho, sem jamais me desviar. Que eu possa ser um bom amigo, um bom irmão, um bom filho, um bom marido. Que eu possa ser um homem de bem.
Ah, que pena… Acordei! Parecia tão real! Como foi bom viajar no tempo, revivendo, ainda que em sonho, momentos tão marcantes da minha infância. Reencontrei pessoas queridas que fizeram parte dessa fase maravilhosa da minha vida, incluindo meu saudoso pai, meus avós e, é claro, o senhor Antônio. Todos eles, hoje, no Oriente Eterno.
Mas sabe de uma coisa? Sinto que posso revivê-los a todo instante. E quem sabe, com empenho e dedicação, sem esperar recompensas ou vantagens, eu consiga me tornar outro senhor Antônio.
Feliz Dia do Maçom!
Homenagens em versos
Era só claridade que seu olhar irradiava.
A beleza do sorriso franco era puro encantamento.
Era luz que transcendia de seu rosto, envolvendo o corpo em purpurina, transformando-a em foco luminoso no palco da vida, vivida intensamente.
Fossem de alegria ou sofrimento os momentos, a todos, não obstante, transmitia carinho, amor, bons sentimentos.
Era viço, era rosa, que nos canteiros da existência cedo foi colhida por mãos bentas.
Eis que, de múltiplos buquês de rosas feitas vívidas, mais que todas sobressaiu, atraindo a atenção dos anjos, que a levaram, cuidadosos, para resplandecer nos páramos siderais.
Deixou aqui entre nós exemplos de força, flor que a tudo supera.
Legou-nos a certeza do reencontro que um dia nos espera, superando esferas que hoje nos separam.
Por isso, imitando-a, espargiremos do calor de nossa fé, em esplendor, a luz que de nosso espírito se irradia, tornando breve nossa ansiosa espera pela glória desse dia.
A dor é solitária quando grande, as palavras, por vezes abissais, dos transes absolutos, não traduzem os sentimentos que verticalizam nossas horas e saudades pelos caminhos.
A ausência física de Cláudia Zveiter é este nosso fardo eterno, nossa dor, mas tua presença espiritual em nós, eternamente, não deixará render ao impacto de tua partida ou viagem.
Haveremos de escutar tua voz, envolvendo-nos permanentemente. Essa voz-guizos celestes que envolvem a terra, o mar, as florestas e viaja nas brisas e no vento.
Haveremos de sentir teu encanto e tua imagem nas silhuetas sutis do tempo, vertendo tua alma no silêncio cifrado das melodias e no barulho musical dos riachinhos.
Haveremos de ver-te resplandecente, de mãos dadas com os anjos, no brilho do universo, nos detalhes da beleza, nas estrelas iluminadas, nas cores do arco-íris, na borda da noite.
Navegue pelos espaços da Loja
Somos uma Loja que trabalha sob os princípios do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), mantendo viva a tradição, o conhecimento e os valores da Maçonaria.
Nossas reuniões acontecem todas as segundas-feiras, proporcionando um espaço de aprendizado, fraternidade e crescimento espiritual.
Se você busca luz, sabedoria e irmandade, está no lugar certo. Junte-se a nós nessa jornada rumo ao aprimoramento pessoal e coletivo.